O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, definiu a ditadura militar (1964-1985) como um “período tenebroso da nossa história” e afirmou que este 31 de março, 56 anos após o golpe de estado, é um dia para se lembrar o ex-deputado Ulysses Guimarães.

“O golpe de 64 e a ditadura que durante 25 anos matou, torturou, extinguiu as liberdades, calou a imprensa, censurou as artes marcaram um período tenebroso da nossa história. […] Hoje é dia de lembrar Ulysses Guimarães: ‘Traidor da Constituição é traidor da pátria. (…) Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo’”, afirmou Santa Cruz ao blog.

Na avaliação do presidente da OAB, há uma visão equivocada de parte da sociedade brasileira sobre o regime militar. “Ao contrário dos que buscam idealizar esse período, [a ditadura] deixou um legado de enorme desigualdade social, hiperinflação, dívida gigantesca”, disse Santa Cruz.

Para o presidente da OAB, o país não pode deixar ganhar corpo um revisionismo histórico do período. “Nossa jovem democracia, que os tempos atuais têm mostrado ainda frágil, não pode esquecer nem admitir que se reescreva a história”, completou.

Felipe Santa Cruz é filho de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, um dos desaparecidos políticos durante o período da ditadura militar no Brasil.

O pai do presidente da OAB foi um líder estudantil e participou da Juventude Universitária Católica (JUC), movimento da Igreja reconhecido pela hierarquia eclesiástica, que depois integrou a Ação Popular (AP), organização de esquerda contrária ao regime.

Leia a íntegra da mensagem do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz:

O golpe de 64 e a ditadura que durante 25 anos matou, torturou, extinguiu as liberdades, calou a imprensa, censurou as artes marcaram um período tenebroso da nossa história. Ao contrário dos que buscam idealizar esse período, deixou um legado de enorme desigualdade social, hiperinflação, dívida gigantesca.

Nossa jovem democracia, que os tempos atuais têm mostrado ainda frágil, não pode esquecer nem admitir que se reescreva a história.

Hoje é dia de lembrar Ulysses Guimarães: ‘Traidor da Constituição é traidor da pátria. (…) Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo.

Por Matheus Leitão

Fonte: G1