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Vereadora que lutava contra abusos da polícia em favela do Rio de Janeiro é executada a tiros

Publicado em Destaque

A vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Pedro Gomes foram assassinados a tiros na noite desta quarta-feira (15/3), no Estácio, no centro do Rio de Janeiro. 

Socióloga de formação, Marielle Franco, 38 anos, era moradora da Maré e foi a quinta vereadora eleita mais votada com cerca de 46 mil votos. Na noite em que foi assassinada tinha saído do evento “Jovens negras movendo a estrutura”.

O carro onde Marielle estava foi alvo de vários tiros. A polícia identificou pelo menos 9 tiros na lataria e vidros do carro. Além de Marielle e o motorista Anderson, estava no carro a assessora da vereadora, que sobreviveu ao ataque, e é a única testemunha.

Marielle tinha grande participação no acompanhamento da intervenção federal, através de uma comissão na Câmara dos Vereadores, e tinha um histórico de denúncias contra a violência policial, especialmente nas favelas do Rio. No último sábado (10/3), por exemplo, Marielle fez duras críticas à atuação do 41° Batalhão em Acari, que levou a morte de moradores.

Socióloga de formação, Marielle militava na área dos direitos humanos e tinha grande ascendência entre mulheres mães – por ser uma – e no movimento feminista negro. Marielle ingressou na universidade através do cursinho comunitário da Maré, graduou-se em sociologia pela PUC-RJ e seguiu os estudos, tendo seu trabalho de mestrado o seguinte tema: “UPP – a redução da favela em três letras”.

O Sindjuf-PA/AP se solidariza com familiares e amigos pela perda prematura e criminosa de Marielle. O Sindicato continua acreditando na luta de ativistas como Marielle, que trabalhava por condições sociais iguais para todo. Não vamos nos calar. Marielle presente.     

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