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Em Belém, “Dia do Basta” consegue adiar audiência pública que pretendia legitimar a reforma do ensino médio sem amplo debate

Publicado em Destaque

Hoje (10) foi dia de dizer basta de corrupção; basta de retirada de direitos e precarização. Os trabalhadores e trabalhadoras de todo país se uniram para participar do "Dia do Basta”, uma demonstração de que o povo já não tolera mais a corrupção; a dominação e imposição do sistema financeiro que vem furtando direitos e a dignidade de trabalhadores que são penalizados por altos impostos, sem se quer receberem em troca serviços de qualidade.

Em Belém, o Sindjuf-PA/AP se uniu a centenas de pessoas que pediam pela saúde; educação; segurança e outras necessidades essenciais em um ato que se concentrou em frente ao Bar do Parque na Praça da República. O ato foi organizado pelas centrais sindicais em parceria com sindicatos e movimentos populares.

As discussões se concentraram principalmente em torno da Reforma do Ensino Médio, já que na ocasião acontecia a audiência pública sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no Hotel Princesa Louçã. A audiência já foi realizada em outros estados e tem por objetivo legitimar a Reforma de forma antidemocrática já que não foi amplamente debatida com professores e estudantes.  

Segundo a presidente da União Nacional dos Estudantes, Elana Sousa da Silva, a classe luta pela revogação do veto no orçamento para educação que chega a quase 5 milhões de reais.  “A nossa batalha é para que todos tenham acesso à educação de qualidade e que seja garantida a soberania do país através da qualidade de pesquisa.”

A estudante Thiula Pimentel participava do ato também para protestar contra a Reforma, que de acordo com ela irá prejudicar os estudantes de baixa renda. Thiula também se posicionou contra o projeto de escola sem partido que segundo ela irá censurar estudantes e professores, impedindo-os de expressarem suas ideias dentro de sala de aula.

A estudante que cursa o ensino médio em uma escola pública na cabanagem conta que a realidade é precária. Falta estrutura para que os alunos apreendam com dignidade. Falta ventiladores e quadros nas salas de aula e principalmente falta segurança, pois em menos de um ano a escola já foi assaltada dez vezes.
De acordo com a diretora do Sindicato dos Bancários, Raquel Gaia, a reforma no ensino médio vai precarizar o ensino, diminuindo a carga horária das aulas. Segundo ela a intenção é gerar uma juventude preparada apenas para trabalhar em empregos precarizados, impedindo que os mais pobres alcancem carreiras e sejam pessoas questionadoras.

Rosimer, representante da Adufpa, lembrou que a situação atual se iniciou com a E.C 95 que congelou os gastos públicos por 20 anos e agora dando continuidade a esse projeto de inanição dos direitos sociais querem privatizar a educação.

Durante o ato parte da Avenida Presidente Vargas foi fechada como forma de protesto, pois representantes do movimento estudantil e do sindicato dos professores foram impedidos de participar da audiência. Em frente ao Hotel que ocorria o evento, estudantes pediam a entrada dos representantes.  

Os trabalhadores da polícia civil foram acionados para colaborarem com a segurança. Não foram registrados atos de violência. A audiência foi cancelada e a via foi liberada para fluxo do trânsito.
 

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