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Primeiro dia do 6º Conjuf debate Conjuntura e Reforma da Previdência

Publicado em Destaque

O Primeiro dia de programação do 6º Conjuf que iniciou na tarde dessa quinta-feira (14/03) contou com a presença de diversas entidades que foram convidadas para compor a mesa de abertura do evento. Estiveram na mesa o representante do Sindicato dos Urbanitários, Otávio Pinheiro; o representante da CTB, José Araújo; da CUT-Pará, Martinho Souza; do Conlutas, Rose Pantoja; da Adufpa, Rosimer Meguins; da Fenajufe, Mara Weber; do Sintprevs, Bruno Leão e da Força sindical, Ivo Borges.

Conjuntura

O primeiro dia reservou debate sobre a conjuntura nacional e internacional. Na mesa, os debates ficaram por conta do Jornalista Altamiro Borges, responsável pelo “Blog do Miro” e do militante Atenágoras Lopes (CSP Conlutas).

Atenágoras mencionou as últimas tragédias ocorridas no Brasil, como o incêndio no centro de treinamento do Flamengo que vitimou vários atletas juvenis e também os diversos casos de feminicídio, entre outros casos de violência, nos quais ele relaciona ao capitalismo.  

O militante também criticou o atual Governo brasileiro, que ele considera tradicional, baseado no militarismo. Falou do desemprego que alcança o número aproximado de 5 milhões e também se pronunciou contra a reforma da previdência.

"São 60 dias de governo de ultradireita e 60 mil homicídios por ano”., relacionou ele.  

Atenágoras acredita que apesar da conjuntura a classe trabalhadora não está derrotada e que deve permanecer unida.

O jornalista Altamiro Borges falou em crise. Segundo ele o capitalismo vive uma crise que provoca efeitos na rotina da população. “A crise do capitalismo é tão intensa que ela faz com que a violência cresça. A violência cresce no mundo inteiro porque a miséria gera violência. O capitalismo está gerando miséria no mundo, apesar da produtividade ter aumentado", afirmou o jornalista.  

Altamiro explicou que apesar das desigualdades existentes no mundo criou-se políticas de compensação, como as políticas de cotas, programas habitacionais e etc., mas que essas políticas não tiveram consistência e não se consolidaram como mudanças efetivas. 

Além da crise no capitalismo, Miro falou na crise nas instituições e citou os sindicatos como uma das instituições que sofre com essa crise, já que não consegue dialogar com os jovens, que aparentemente não demonstram interesse pelo debate sindical.

Miro demonstrou preocupação com a onda neoliberal pelo mundo. De acordo com ele havia uma ofensiva neoliberal, mas ela não estava acompanhada de uma ofensiva conservadora e militar, como se percebe recentemente.

O jornalista criticou a deficiência na politização do povo, motivo pelo qual quando houve uma ascensão financeira no Brasil acreditou-se na teoria da meritocracia, gerando um desconhecimento de determinados nichos como classe trabalhadora.

Apesar do cenário desanimador, Miro aposta na unicidade da classe, apesar de que a unicidade, que está sendo alvo do atual governo que pretende pulverizar os sindicatos.

Para Miro é preciso concentrar forças contra a “Reforma da Previdência”, que para ele é o que sustenta o discurso do atual Governo. O jornalista disse que vale a pena fazer uma massificante campanha contra a Reforma, exigindo inclusive o posicionamento de parlamentares sobre o assunto.

Em resposta a questionamentos da plateia, o jornalista falou sobre o corporativismo dentro dos sindicatos. “A vida corporativa não leva a lugar nenhum. O sindicato tem que ir além da luta por salário. Os grandes problemas estão em lei. ”

Miro também falou de tolerância. O jornalista disse que o debate político é importante e que ele pode ser feito desde que lados divergentes se respeitem.

Reforma da Previdência

Por motivos de saúde o Professor Doutor em economia, Cláudio Puty, que estaria participando da mesa sobre a Reforma não pode comparecer ao debate, por isso sua apresentação foi transferida para amanhã (15), às 14h. O economista dividirá o debate com o senador da República, Randolfe Rodrigues que fará uma participação especial no evento.

Apesar da ausência de Cláudio Puty, os trabalhos da mesa se mantiveram com a apresentação do Presidente do Sindfisco – Pará, Antônio Carlos Catete, que inicialmente trouxe um breve histórico da previdência social. 

Catete lembrou as reformas feitas em anos anteriores, como as reformas de 2003 e 2005, que geraram mudanças no valor dos benefícios acabando com a sua integralidade e a criação da previdência complementar.

O palestrante mencionou que a deficiência do Regime de Previdência Social no Brasil se deve a sonegação fiscal, juros da dívida e renúncia fiscal, que totalizam 1,3 trilhões de reais. 

Catete falou que a Reforma da Previdência é mais uma medida de enfraquecimento do papel social do estado, que já tomou medidas como a PEC do teto, a Lei da Terceirização e a Reforma Trabalhista.

O presidente do Sindfisco Pará fez uma explicação detalhada sobre os pontos mais prejudiciais da Reforma. Segundo ele uma das características da PEC 6/2019 é a transferência gradativa de recursos do fundo público para o privado.

 

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