Imprimir

Senador Randolfe Rodrigues participa do 2° Dia de programação do 6° Conjuf

Publicado em Destaque

O Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) fez uma participação especial no 6° Conjuf na tarde dessa sexta-feira (15/03). O senador falou sobre a Medida Provisória 873, publicada durante o feriado de carnaval e que trata da liberdade sindical.

A Medida interfere na contribuição sindical declarando que ela deve ser recolhida por meio de boleto bancário e não mais através de desconto em folha.

O senador explicou que uma Medida Provisória é editada baseada na relevância do tema e na sua urgência, por isso, segundo ele, a MP 873 está sendo contestada no Congresso por não apresentar nenhum desses requisitos.

O senador informou ainda que um grupo de parlamentares exigiu do presidente do congresso que a Medida seja devolvida.  De acordo com o senador a MP não deve prosseguir.

O senador também se pronunciou sobre a Reforma da Previdência. Ele disse que a Reforma tem um alvo, e são os mais pobres. Ele criticou o fundamento da reforma que segundo seus idealizadores é de ajuste fiscal, porém o senador lembra que a desoneração representou em 2017 um prejuízo fiscal de 400 bilhões de reais para o país.

O senador mencionou dados da Organização das Nações Unidas (ONU) que declarou que o Brasil perde 200 bilhões de reais por esquemas de corrupção no país, isso, segundo o parlamentar representa que de cada 100 reais produzido no país, 25 reais gasto em algo sem relevância.

Sendo assim, esses dados derrubam o discurso de que a Reforma trará uma economia de 1,3 milhões para os cofres públicos.

De acordo com o senador o Governo apresenta muitos desencontros, mas apesar disso tem em suas mãos recurso e uma militância que sustenta seus ideais, por isso, analisou que a luta da classe trabalhadora, a reação do povo, já está atrasada, pois já deveriam estar articulados, já que as chances de barrar a reforma são grandes.

Randolfe aposta em uma luta unificada, já que garantiu que os trabalhadores podem contar com a oposição no Congresso. Mas também declarou que a oposição precisa da mobilização popular, por isso propôs uma aliança pelos direitos do povo brasileiro.