quarta-feira, 14 janeiro, 2026
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Servidora do TRT/8ª, sindicalizada, lança livro Diário de uma desconhecida

Cristina Gemaque, filiada histórica do Sindjuf-PA/AP e servidora do TRT/8ª, lança no próximo dia 30, no Beiju Xica, na Brás de Aguiar, o seu primeiro livro: “Diário de uma desconhecida”, editado pela editora Paka-Tatu. Apesar do nome, a autora afirma que o livro não é um diário convencional, “mas um mosaico de frases curtas, reflexões mais profundas, viagens e fotografias”. O livro é híbrido, pois flui entre a crônica, o ensaio, as cartas, o diário e a fotografia.

Paraense, Cristina Gemaque fez sua primeira exposição em 2015, com fotos de Belém, sua cidade natal e de vários lugares por onde viajou. Desde então, participou de várias exposições, tanto no Brasil quanto no exterior.
Seu trabalho, focado no patrimônio cultural ou histórico, revela que as cidades não estão presas as suas particularidades, porque têm elementos estéticos universais, que faz com que as pessoas gostem das fotos.

Em entrevista ao Portal do Sindjuf-PA/AP, Cristina afirma que o livro é um convite a reflexões: “um mosaico de frases curtas, reflexões”.

► Confira a entrevista:

Você fala que uma das bases do livro é um diário que você escreveu, como se deu esse processo?

Eu estava no aeroporto, indo para o Peru, entrei em uma livraria e vi um diário, perguntei para o meu esposo se devia comprá-lo, pois tinha dúvidas se iria escrever, ele foi peremptório: “Compra, do jeito que você é disciplinada, vai escrever todos os dias”.

Tinha razão, escrevi o diário no período de 2016 a 2021, ininterruptamente, sempre o levava comigo nas viagens.
Os pensamentos que escrevi nesse diário são sobre temas diversos: música, arte, inferno, amizade, mentira, consequências, disciplina, erro etc. Alguns cabem em uma ou duas frases, outros, numa página ou mais.

O livro é leve, apesar de alguns temas sérios, como a relação que temos com o mundo. Escrevi quando soube que um rio foi reconhecido como um ente vivo e sujeito de direitos, alterando a forma como o vemos, pois deixou de ser um recurso e passou a ser algo que mereça ser respeitado pela sua alteridade.

E as cartas?

As cartas são para minhas duas sobrinhas-netas, Letícia e Isabella. Uma nascida em meio à pandemia e outra, logo após.

Escrevi primeiro a da Letícia, mandei pro (jornalista) Lúcio Flávio Pinto , e ele me deu a ideia de imprimir e colocar numa moldura para que ela “a leia, conhecendo seus antepassados. É uma descrição certeira do nosso tempo.” Fiz isso!

A da Isabella, começo dizendo que podemos ser felizes mesmo em tempos tristes, o avô dela tinha falecido há pouco tempo, e a simples presença dela me deixava feliz.

Como a fotografia se encaixa?

Na medida do possível, escolhi as fotografias que achei terem relação com algum tema abordado, por exemplo, na página que conto que minha avó comprava melancias só para abri-las e admirar as cores, escolhi a foto de uma bicicleta que vi em Florença cujas rodas tinham a pintura das bandas de uma melancia cortada. Nem sempre a relação é óbvia, deixo isso por conta do leitor.

O livro tem dezenas de fotos que fiz em Belém e em outras cidades, algumas que foram de exposições passadas, outras inéditas.

Como você definiria o livro?

Tem fotografia, mas não é um livro de fotografia; mostra diversos lugares do mundo, mas não é um livro de viagem; relato sobre meus gostos e alguns fatos da minha vida, mas não é uma biografia; há textos que foram publicados, mas não é um livro de crônicas. É um mosaico de frases curtas, reflexões. O livro é híbrido, pois flui entre a crônica, o ensaio, as cartas, o diário e a fotografia.

Além do texto, o livro tem diversas fotos e foi, ricamente editado pela equipe da Paka-Tatu, por isso que digo que é um livro para ler, ver e decorar a casa, pois tem a ver com tudo isso.

Por que você acha que as pessoas escrevem diários?

Acho que cada pessoa tem sua motivação. Por que Anne Frank escreveu um diário? Talvez escrever lhe trouxesse conforto.

Em 2020, li o livro da Rosa Montero, “A ridícula ideia de nunca mais te ver”, que vem com o diário que a Marie Curie escreveu logo após a morte do marido. Anos depois, li “O diário de Frida Kahlo”. Um novo olhar”, são dois diários completamente diferentes no formato, mas ambos ecoam a dor de suas autoras.

Recentemente, eu me dei conta de que comecei a escrever o diário um mês depois da morte da minha mãe, e a primeira menção que faço sobre isso é sobre a possibilidade de vê-la mais uma vez, “mas uma nova partida seria terrível”. Não incluí essa parte no livro, como deixei de fora outras tantas.

Serviço:
Lançamento do livro: “Diário de uma desconhecida”
Data: 30/JANEIRO/2026 (sexta-feira)
Hora: 19h
Local: Beiju Xica, (travessa Brás de Aguiar, 139

Pré-venda através do e-mail crisgemaque.fotos@gmail.com, do Instagram @cristina_gemaque_fotos (enviando uma mensagem no privado) ou pelo WhatsApp (91) 98118-1198.

Quem adquirir o livro na pré-venda terá desconto no valor e ganhará uma sacolinha com a arte da capa do livro. A promoção é válida até dia 25 de janeiro.

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