Servidores do Judiciário Federal de todo o País reuniram-se na manhã desta quarta-feira, 4, em frente ao anexo II da Câmara dos Deputados em ato em defesa da derrubada do veto ao PL 15.293/2025, que trata da recomposição salarial das servidoras e servidores do PJU.
O PL aprovado pela Casa Legislativa foi parcialmente vetado pelo Executivo. Com o veto parcial do presidente só fica garantido o reajuste deste ano de 2026. Os reajustes de 8% em 2027 e 8% em 2028 ficam prejudicados. O veto já está em tramitação na Câmara dos Deputados.
O Sindjuf-PA/AP se fez presente ao ato representado pela coordenadora de Administração e Organização Sindical, Conceição Mota (Ciça) e o servidor filiado, Marcelo Monteiro Garcia de Melo (APJ), do TRT/8ª, que reforçam a mobilização nacional chamada pela Fenajufe pela reestruturação da carreira e para pressionar o Congresso pela derrubada do veto 45/2025.
A uma só voz, os servidores e servidoras entoaram a palavra de ordem: “veto 45, derruba já”, demonstrando também em faixas e cartazes a insatisfação com o veto do Executivo à recomposição salarial nos anos de 2027 e 2028.
A coordenadora do Sindjuf-PA/AP, Conceição Mota, avaliou a manifestação: “O ato foi bastante positivo, pois reuniu servidoras e servidores de diversos estados da federação, sob a coordenação da Fenajufe, mostrando que a organização e a unidade da nossa categoria continuam sendo fundamentais para que consigamos avançar nas nossas lutas e conquistas”. Ela convocou a categoria a se engajar na luta pela reestruturação da carreira com a aprovação do PCCS e a derrubada do veto 45.
Para o servidor Marcelo Melo, “a mobilização deu visibilidade ao tema, ampliou o debate público e contribuiu para tirar a questão da invisibilidade, o que, no cenário atual, é fundamental para fortalecer qualquer reivindicação legítima”. Ele acrescentou ainda que a derrubada do veto evidencia o funcionamento dos mecanismos democráticos e a força da articulação coletiva.
A programação de hoje à tarde inclui ato em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) como forma de pressão pela reestruturação da carreira e pelo PCCS Já.
Entenda o caso:
A categoria está em Brasília hoje por um motivo urgente: garantir o nosso futuro. O governo sancionou o PL 15.293/2025, mas aplicou o Veto 45, que retira conquistas importantes.
O que foi aprovado: O reajuste imediato e a reestruturação a curto prazo.
O que foi vetado: A garantia legal dos reajustes para 2027 e 2028.
O risco: Sem essa garantia em lei, ficamos descobertos contra a inflação futura e teremos que começar uma nova negociação do zero para esses anos.
Nossa luta: Derrubar o Veto 45 no Congresso é essencial para manter o acordo integral e a estabilidade da carreira.
Não aceitamos reajuste pela metade!
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