sexta-feira, 10 abril, 2026
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Pressão popular cresce contra escala 6×1 enquanto governo recua de urgência em projeto

O debate sobre a jornada de trabalho no Brasil ganha força com o aumento da pressão popular pelo fim da escala 6×1. Apesar disso, o governo federal não deve encaminhar o projeto de lei com urgência constitucional sobre o tema.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que, conforme acordo com o Executivo, as propostas já em tramitação terão sua admissibilidade analisada em meados de abril. A expectativa é que o tema avance para votação em Plenário até o fim de maio.

Enquanto o andamento do projeto segue sem urgência, cresce a mobilização social. No próximo dia 15 de abril, trabalhadores e trabalhadoras de todo o país se reúnem em Brasília para a Marcha da Classe Trabalhadora 2026. Organizada pela CUT e outras centrais sindicais, a mobilização coloca no centro da pauta a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1.

A reivindicação tem forte respaldo da população. Pesquisa recente do Datafolha aponta que 71% dos brasileiros apoiam o fim da jornada de seis dias de trabalho para um de descanso, um crescimento em relação aos 64% registrados no final de 2024. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios, entre os dias 3 e 5 de março.

Além da jornada, a marcha também levanta outras pautas urgentes, como a regulamentação da negociação coletiva no serviço público (Convenção 151 da OIT), o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização e a regulamentação do trabalho por aplicativos.


*Com informações da Agência Senado e CUT.

Foto/Crédito: Brasil de Fato / Reprodução

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