O movimento Marcha das Margaridas 2019 já reúne na capital federal cerca de 100 mil participantes, entre elas as margaridas do judiciário federal que hoje (13) já se reuniram em uma rodada de conversa na sede da Fenajufe para discutir sobre a Reforma da Previdência.

A coordenadora geral do Sindjuf-PA/AP, Mônica Genú, é uma margarida que irá fortalecer a mobilização conjunta de mulheres da América Latina, que contará com a presença de mulheres do Uruguai, Paraguai, Argentina, Chile, Guatemala, Austrália, Inglaterra, Suíça e Quênia.

O movimento reúne especialmente mulheres do campo, da floresta e das águas. A programação inclui atividades culturais, formativas e políticas ao longo desta terça, anunciando a chegada da tradicional passeata, que percorre na Esplanada dos Ministérios na quarta (14), a partir das 7h.

O evento traz uma plataforma política produzida a partir de diálogos e debates com mulheres da base, reafirma a defesa de temas como a terra, a água, as práticas agroecológicas, as políticas de educação e saúde, o combate à violência de gênero, além da Previdência Social.

O nome da marcha homenageia Margarida Maria Alves, sindicalista paraibana assassinada em 1983, aos 50 anos, por um matador de aluguel a mando de fazendeiros da região. Em 2019, completam-se 36 anos de seu assassinato. Até hoje, nenhum acusado por sua morte foi condenado.