Após ser aprovada em 2º turno na Câmara em uma sessão abrupta, a Reforma da Previdência caminha agora pelo Senado e a previsão é que ela percorra um caminho menos longo, já que a tramitação na Casa é diferente da Câmara. Apesar disso, a oposição não descarta utilizar estratégias, como a inclusão de emendas, na possibilidade de prolongar esse percurso e conseguir destacar pontos que com esforços ainda podem ser retirados da Proposta.

Na manhã dessa sexta-feira (09), em Belém, o coordenador do Sindjuf-PA/AP, Ribamar França conversou com o senador Paulo Rocha (PT) sobre a nova fase de tramitação da Reforma.

O senador disse que nesse momento o papel da oposição é de resistência. Ainda de acordo com ele a estratégia é pressionar os parlamentares que declararam apoio à Reforma.  

“A gente precisa dessa resistência de parlamentares que estão ao lado dos trabalhadores, mas também precisa dessa pressão sobre os outros senadores para que a gente evite essa desgraça.  Agora está mais fácil direcionar a pressão porque são apenas 3 senadores por estado.”, explicou Paulo Rocha.

Veja a entrevista completa com o senador Paulo Rocha 

A Reforma deve passar primeiramente pela CCJ quando receberá o parecer do relator, Tasso Jereissati (PSDB) que já informou que deve entregar o relatório em 3 semanas. Segundo o senador Paulo Rocha, nesse momento, a pressão deve ser direcionada a Tasso.

Após passar por vista coletiva, o texto ainda vai ao Plenário, onde deve ser discutido em 5 sessões deliberativas.