Os servidores da Justiça Eleitoral do Pará iniciaram hoje (20) a greve por tempo indeterminado, em adesão à Paralisação nacional pela sanção presidencial do PLC 28/2015, projeto que prevê a recomposição salarial da categoria do judiciário federal. 

O primeiro dia da greve contou com a adesão de servidores lotados na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), Postos e Centrais de Atendimento e Zonas da Capital e do Interior. Os grevistas se concentraram, desde as 7h, em frente a Central de Atendimento ao Eleitor (CAE), na Pedreira. O objetivo dos trabalhadores é lutar pela sanção do plano e contra um possível veto da presidente Dilma Rousseff. 

Categoria comunica deflagração de greve 

O início da greve foi oficialmente comunicado a administração do TRE-PA na última sexta feira (17), quando membros da comissão de greve, acompanhados da advogada do Sindjuf- PA/AP, Dra. Lara Iglezias, se reuniram com a presidente em exercício do TRE-PA, Desa. Célia Regina de Lima Pinheiro, para informar que a greve segue todos os procedimentos legais. 

De acordo com a comissão, a reunião foi positiva, principalmente pela facilidade de comunicação com a presidente, que demonstrou compreensão em relação ao pleito da categoria. A presidente que se mostrou sensibilizada com a causa dos servidores, destacou a iniciativa corajosa dos trabalhadores que lutam por um benefício coletivo.

“Para nossa surpresa, contrariando a lógica, nós encontramos acolhimento à nossa reivindicação. Foi uma conversa fraterna por parte da presidente em exercício. Ela em nenhum momento manifestou incômodo pela nossa presença, ao contrário, até sugeriu que a gente faça um rodízio de participação da greve.”, contou um dos membros da comissão. 

Servidores querem aprovação integral do Projeto

O ato que marcou o início da greve definiu estratégias e reais objetivos da mobilização. Segundo os grevistas, além da pressão para que a presidente Dilma sancione o PLC 28/2015, há também a necessidade de estratégias que visem a derrubada do veto. Apesar disso, os servidores não descartaram a possibilidade de abrirem um processo de negociação. 

Eles querem que o projeto seja aprovado na íntegra, mas se houver veto parcial, os trabalhadores não abrem mão de que o Projeto seja implantado em janeiro de 2016. Além disso, eles deixaram claro que não vão aceitar que qualquer negociação seja feita com base em outras carreiras da União, como por exemplo a do Executivo, que atualmente apresenta um percentual totalmente diferente do Judiciário.