As sindicalizadas do Sindjuf-PA/AP e servidoras do TRT da 8ª Região, Cristina Gemaque e Marise Maués, participaram neste domingo (24) de uma ação comunitária que uniu limpeza urbana, arte e conscientização ambiental no bairro do Reduto, em Belém. O projeto piloto, batizado de “Belém Cheirosa”, foi promovido pela Associação Amigos de Belém e reuniu moradores, comerciantes e voluntários em um mutirão voltado à revitalização de espaços públicos da capital paraense.
A mobilização percorreu o trecho entre a avenida Presidente Vargas e a rua 28 de Setembro, com atividades de varrição, lavagem de calçadas e ações de sensibilização sobre a importância da preservação urbana. O objetivo da iniciativa foi enfrentar o abandono de áreas públicas e estimular um novo olhar sobre a cidade, associando saneamento, memória afetiva e pertencimento coletivo.
O ponto de partida do mutirão foi em frente ao edifício Importadora, seguindo até o edifício Fátima, onde os participantes acompanharam a criação de um mural urbano assinado pela artista Michele Cunha. Além dos serviços de zeladoria, o evento contou com apresentações musicais e rodas de conversa voltadas à conscientização da população sobre a conservação contínua dos espaços urbanos.
Projeto pretende ampliar percurso e envolver novos parceiros
Segundo a organização, a proposta é que o trajeto da ação seja ampliado em etapas futuras até o final da avenida Assis Vasconcelos, incorporando novos parceiros locais, como o Colégio Santo Antônio e a Ordem Terceira.
O presidente da Associação Amigos de Belém e doutor em Ciências Ambientais, Paulo Pinho, afirmou que o projeto surgiu como resposta à degradação de áreas da cidade utilizadas de forma inadequada por transeuntes.
De acordo com Pinho, a iniciativa busca unir práticas permanentes de limpeza urbana à valorização da identidade cultural amazônica.
“A intenção é resgatar o cheiro do Pará e da Amazônia. Queremos isso a partir de infraestrutura de saneamento, rotina de limpeza urbana e equipamentos especiais para que as pessoas saiam com essa memória de Belém”, destacou.
Como símbolo da proposta, após a lavagem das calçadas os voluntários aplicaram essência de patchouli no trecho revitalizado, reforçando a ideia de recuperar também a memória olfativa da capital paraense.
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*Com informações do Portal O Liberal
Igor Mota / O Liberal





