O levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aponta esses profissionais estão concentrados principalmente nos setores de comércio, serviços, indústria e logística.
No Amapá, 29.470 mil pessoas cumprem a escala 6×1, modelo em que o funcionário trabalha seis dias e tem um dia de descanso. O número representa 33,5% dos trabalhadores segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Outros 58,5 mil trabalhadores já seguem a escala 5×2, que garante dois dias de folga por semana. Eles correspondem a 66,5% do total analisado, dois terços da população ocupada.
O levantamento considera apenas contratos regidos pela CLT. Por isso, o número real pode ser maior.
Os números fazem parte dos debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (Pec) que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e prevê ao menos duas folgas por semana. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio e agora será analisado pelo Senado Federal.
Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas:
- as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC;
- as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas.
Ao g1, o advogado e especialista em Direito Trabalhista Davi Silva explica que modelos de trabalho como o 6×1 e o 5×2 estão previstos na legislação e podem ser aplicados diretamente pelos empregadores.
Ele destaca, porém, que a adoção dessas escalas não altera o salário-base do trabalhador.
Além disso, caso a proposta seja aprovada, as empresas terão de adequar as escalas de trabalho às novas regras previstas.
O levantamento ainda mostra que 84.976 mil trabalhadores amapaenses cumprem jornadas acima de 40 horas semanais. A maioria atua nos setores de comércio, serviços, indústria e logística.
No Brasil, 14,9 milhões de pessoas trabalham na escala 6×1. Outros 38,6 milhões têm jornadas acima de 40 horas semanais, sendo que 37,2 milhões cumprem carga de 44 horas.
Escala 6×1
A PEC foi aprovada pelo Câmara dos Deputados no fim de maio por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno.
A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais.
O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Foto/Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil – arquivo
Por Crystofher Andrade, g1 AP — Macapá
Fonte: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/06/05/mais-de-29-mil-trabalhadores-do-amapa-estao-na-escala-6×1-segundo-ministerio-do-trabalho-e-emprego.ghtml





