terça-feira, 28 julho, 2026
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Levantamento recorde de candidatos à reeleição em 2026

Levantamento preliminar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), elaborado a partir de pesquisas, consultas a portais locais e contatos com candidatos e dirigentes partidários, além de considerar os arranjos políticos locais, identifica os deputados federais e senadores que deverão concorrer à reeleição nas eleições de 2026, oferecendo um panorama antecipado da disputa pela renovação do Congresso Nacional.

Leia íntegra do levantamento preliminar do DIAP

Na Câmara dos Deputados, dos 513 parlamentares em exercício, 448 são pré-candidatos à reeleição, o equivalente a 87,32% da composição da Casa. O percentual é superior ao registrado nas eleições de 2022 e representa o maior índice de recandidatura da série histórica levantada pelo DIAP. Os demais 65 deputados optaram por disputar outros cargos — como senador, governador, vice-governador, deputado estadual ou vice-presidente da República — ou decidiram não concorrer a mandato eletivo.

Caso ocorram alterações nos atuais planos eleitorais, o número de candidaturas à reeleição poderá chegar a 495, considerando os cinco parlamentares ainda indefinidos e os 42 pré-candidatos ao Senado que eventualmente poderão rever suas decisões. O quantitativo definitivo somente será conhecido após a realização das convenções partidárias.

Senado

No Senado Federal, que renova sua composição de forma alternada — um terço em uma eleição e dois terços na seguinte —, estarão em disputa neste pleito 54 das 81 cadeiras da Casa, correspondentes a dois terços de sua composição. Dos 54 senadores em final de mandato, 34 sinalizam intenção de disputar a reeleição, o que representa 62,96% das vagas em disputa. Os outros 20 parlamentares optaram por concorrer a diferentes cargos, entre eles a Presidência da República, governos estaduais, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas estaduais.

Os números preliminares reforçam a tendência de baixa renovação na Câmara dos Deputados, em razão do elevado volume de candidaturas à reeleição, ao mesmo tempo em que apontam para uma renovação mais significativa no Senado Federal, onde a disputa envolverá dois terços das cadeiras da Casa.

 

Três motivos explicam essa tendência: 1) a quantidade de candidaturas à Câmara dos Deputados, a redução do número de postulantes ao cargo de deputado federal, em razão do limite de candidaturas por vaga de 100% mais um, além da obrigação da cota de 30% serem de candidaturas femininas; 2) nova clausula de barreira ficou mais rigorosa em 2026 para ter acesso ao fundo partidário e eleitoral sendo necessário atingir 2,5% do eleitorado nacional que exigiu dos partidos redefinir estratégias que passa em priorizar fusões e federações que teve como preferência que favorece que está em exercício do mandato; e 3) o acesso dos recursos do fundo eleitoral e das emendas parlamentares individuais, corroboram a expectativa de baixa renovação na Casa, exceto no Senado Federal.

Tendências

Assim, caso se confirme esse prognóstico, a tendência é que a composição do próximo Congresso Nacional (mandato 2027-2030) reflita, em grande medida, a atual legislatura, apresentando as seguintes características:

a) baixa renovação das cadeiras, especialmente na Câmara dos Deputados;

b) redução da fragmentação partidária no Congresso Nacional. Os partidos pequenos e até mesmo os médios tendem a ser mais afetados pelo endurecimento das regras eleitorais, particularmente pelo aumento da cláusula de barreira;

c) retorno ou eleição de ex-parlamentares tradicionais e experientes, numa espécie de circulação das elites políticas;

d) manutenção da força da centro-direita e do Centrão no Legislativo. A esquerda deverá registrar crescimento moderado;

e) permanência do perfil liberal na economia e conservador nos temas sociais e de costumes;

f) manutenção da influência das bancadas informais — especialmente a ruralista, da segurança pública e evangélica — no interior do Congresso Nacional;

g) maior diversidade na bancada de esquerda, com a eleição de nomes representativos de diferentes segmentos da sociedade; e

h) PP-União Brasil, PT e PL despontam como os principais candidatos a formar as maiores bancadas da Câmara dos Deputados. Republicanos e PSD completam o grupo dos partidos com maior potencial de crescimento. Entre as legendas do campo da esquerda e da centro-esquerda, o PSB tende a apresentar a maior expansão parlamentar.


Foto/crédito: Diap (reprodução)

Fonte: DIAP

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