Novos dados da pesquisa “Assédio eleitoral nas relações de trabalho”, realizada pelo Centro de Pesquisas Judiciárias (CPJ) do TST e pelo CSJT, apontam para o aumento do uso de ambientes virtuais na prática de assédio eleitoral.
O levantamento analisou 138 processos ajuizados até dezembro de 2025. O WhatsApp foi citado em 37% das ações como meio utilizado para pressionar trabalhadores, enquanto as redes sociais apareceram em 14,5% dos casos. Também foram identificados outros aplicativos de mensagens, plataformas corporativas e aplicativos empresariais.
A pesquisa também identificou diferentes formas de assédio eleitoral: vertical, praticado por superiores; horizontal, entre colegas; mista, envolvendo chefias e trabalhadores; e institucional, relacionada a práticas ou omissões da própria organização.
Entre maio de 2023 e setembro de 2026, a Justiça do Trabalho contabilizou 823 processos relacionados ao tema, sendo 189 somente em 2026. O número considera processos cadastrados com o assunto e não significa que todos tenham resultado no reconhecimento da prática.
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Foto: Tainá Lima





