sexta-feira, 7 outubro, 2022
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Fernando Morais: “Não basta eleger Lula. É preciso ter uma bancada que o ajude a governar”

Uma conversa com o autor de Olga, Chatô, Os Últimos Soldados da Guerra Fria e, agora, da biografia de Lula

Após nove livros, quatro deles adaptados para o cinema, o mineiro de Mariana, Fernando Morais, 75 anos, está lançando o primeiro volume da biografia de Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda carregando as sequelas da covid-19 – que o fez abandonar um velho companheiro de todos os momentos e de todas as fotos, o charuto – Morais discorre aqui sobre, claro, Lula, e também sobre Michel Temer, Alberto Fernández, Roberto Requião, Julian Assange e a conversão do seu antigo partido, o MDB, em uma “máquina de ganhar dinheiro”. E adianta uma história que vai estar no segundo volume da jornada de vida do metalúrgico que virou presidente. O cenário da entrevista não podia ser melhor, o Memorial Luiz Carlos Prestes, em Porto Alegre (RS).

Confira a íntegra da entrevista.

Brasil de Fato RS: Como foi construir a biografia do Lula?

Fernando Morais: Eu já tinha tido uma experiência com um biografado vivo, que foi o Paulo Coelho. Tinha jurado quando eu terminei a biografia (do Paulo Coelho), que não queria ver vivos nem mortos. Mas não resisti a tentação. Era um projeto que eu vinha namorando desde a época do ABC, das greves, das prisões. E ele pulando fora sempre. Quando foi eleito presidente, ele pulou fora. Quando foi reeleito, voltei a carga e ele pulou fora. Sempre achei que eu tinha uma situação privilegiada pra escrever sobre o Lula por duas razões. Não sou do PT, nunca me filiei ao PT. Tive problemas com o PT do começo. Era contra, achava que a criação do PT ia romper a frente democrática contra a ditadura, mas nunca houve trombada.

Nos oito anos em que ele exerceu a Presidência estive com ele três vezes. Fui uma vez passar o filme Olga, num ato organizado pela dona Marisa no Dia Internacional das Mulheres. Ela convidou a mim e a garota Camila Morgado, que fez Olga no cinema, para a gente exibir o filme para as funcionárias do palácio. Todas, da ministra mais importante à faxineira mais modesta. E aí passamos no gabinete dele. A Camila e eu tomamos um café com ele e fomos com a dona Marisa para o auditório, falamos lá e eu fui embora.

Depois teve uma passagem curiosa em que emprestei a minha casa. Eu não era uma pessoa visada, não era mais deputado, não era nada, estava lá escrevendo meus livrinhos, e eles precisavam de uma casa para fazer uma reunião secreta sem que a imprensa bisbilhotasse. E foram, isso foi em 2004, ele, o Brizola, o Zé Dirceu e o Lupi, que hoje é presidente do PDT. Estavam tentando fazer uma aliança dos dois partidos para uma eleição, se não me engano, de governador de São Paulo. Não deu certo. E a terceira vez foi em 2010 quando o Oscar Niemeyer editava a revista Nosso Caminho, para arquitetos, muito bonita, aquelas coisas do Oscar. Cada edição tinha uma matéria, um perfil ou uma entrevista política. O Oscar me ligou, a gente tinha uma relação boa. Eu tinha dirigido a construção do Memorial da América Latina, concebido pelo Darcy Ribeiro e projetado pelo Oscar e aquilo aproximou mais ainda. Toda a vez que se precisava da assinatura do Oscar para um manifesto ele nunca se recusou. E o Oscar sempre um comunista radical. Lembro que, uma vez, fomos pegar a assinatura dele pra uma das campanhas do Lula e ele disse: ´Eu vou assinar, eu gosto muito do Lula, mas você sabe, né, o meu candidato a presidente é o Stédile`.

Ele falou: ´Quer saber de uma coisa? Já tá decidido quem vai ser a minha sucessora. Vai ser a Dilma Rousseff`. O Franklin deu um pulo na cadeira: ´Senhor presidente, ele está gravando!`

Aí, o Oscar me pediu pra fazer a entrevista com o Lula. Falei que não acreditava que o Lula fosse me dar a entrevista. A imprensa inteira estava em cima dele querendo saber quem é que seria seu sucessor e ele estava fugindo de repórter como o diabo da cruz. Ele falou: ´Não, isso eu me viro`. E ligou pro presidente e contou, olha, a revista tal, eu queria que nesse número a capa fosse você, e quero saber se você topa que um amigo comum nosso, o Fernando, faça a entrevista.

O Lula topou, o Franklin Martins, que era ministro da Comunicação, ali assistindo e eu comecei apertar ele sobre sucessão e ele escapulindo, eu apertando e ele escapulindo. Ele falou: ´Quer saber de uma coisa? Já está decidido quem vai ser a minha sucessora. Vai ser a Dilma Rousseff`. O Franklin deu um pulo na cadeira: ´Senhor presidente, ele está gravando!` E ele falou: ´Mas é pra gravar mesmo`. E deu furo nacional.

Foram as três únicas vezes que estive com ele. Aí passou o tempo e a Dilma ganhou a eleição. Nos primeiros meses do mandato dela – ele não tinha tido câncer ainda. Essa informação tem relevância. Muita gente acha que ele só topou fazer o livro depois que veio o câncer e que, portanto, teve uma clareza da finitude humana dele. Mas não foi. Foi antes. O câncer apareceu em outubro e ele me ligou em julho. Eu estava passando férias no exterior com a minha netinha e o telefone tocou. Era um assistente me convidando para tomar um café da manhã com ele. E eu falei: ´Eu estou na Europa, mas se precisar tomo o avião, se for urgente`. Não precisava. ´Quando você voltar a gente conversa`. E aí começou o livro.

Fui várias vezes à prisão em Curitiba. Tinha que entrevistar escondido. Não podia levar gravador. Tinha que anotar coisa em pedacinho de papel, enfiar na cueca, enfiar na calça

O projeto era fazer um livro que começasse na prisão dele em 1980, que é quando ele adquire uma dimensão mais nacional e terminaria com ele entregando a faixa pra Dilma. Ocorre que veio o golpe, e durante o golpe eu estava do lado do Lula. Assisti tudo, tive um lugar privilegiado. E aí eu falei com ele e com o editor: ´Não dá para publicar o livro como a gente tinha combinado. Essas coisas que eu estou vendo acontecer aqui do lado de dentro. Se publico o livro conforme a gente combinou, vou ser empalado, vou ser apedrejado em praça pública. Proponho tocar o livro até quando a gente decidir`. E acabamos decidindo fazer em dois volumes. Terminei esse volume, já retomei o trabalho, e publico o segundo volume depois das eleições, em junho de 2023.

E toda essa história até as eleições vai entrar?

Tudo, o golpe, a prisão. Fui várias vezes à prisão em Curitiba. Tinha que entrevistar escondido. Não podia levar gravador. Tinha que anotar coisa em pedacinho de papel, enfiar na cueca, enfiar na calça, para poder tirar a informação. Não quero publicar antes da eleição para não parecer que o livro está querendo induzir isso ou aquilo. Independentemente de quem ganhe, o livro sai em junho de 2023. Ele não leu nada, não leu uma sílaba. Não pediu nem para que alguém lesse. Em nenhum momento ele falou: ´Ah, eu gostaria de ver tal trecho`. Nada, nada, nada.

O MDB que sucedeu à ditadura descobriu que aquilo ali não era só um partido, mas uma máquina de ganhar dinheiro, uma máquina de nomear apadrinhados

Confiança total…

Isso é bom e é mau porque até hoje não sei se ele gostou. Dei o livro no dia em que saiu, na hora em que estava embarcando para Europa. Mandei entregar o livro no hangar. Ele foi, já voltou e não falou nada. Outro dia falei com ele por telefone. Falei: ´Presidente, a imprensa está me apertando aqui, querendo saber o que o senhor achou do livro? Com todo o respeito, eu tenho respondido que o senhor não falou nada. Então, se o senhor gostar, eu prefiro. Agora, se não gostar, eu não vou virar seu desafeto por causa disso porque não escrevi para o senhor, escrevi pros meus leitores.

Tu já foste candidato a governador pelo PMDB. O que levou o MDB a se transformar nessa coisa onde as figuras são Temer, Baleia Rossi, minúsculas num partido que teve Franco Montoro, Ulysses Guimarães, a bancada dos autênticos? Como vês esse panorama do teu velho MDB?

Olha, o MDB era o guarda-chuva da frente democrática que lutou contra a ditadura militar dando guarida a, pelo menos, três correntes marxistas: o PCB (o Partidão), o PCdoB e o MR8, o antigo 8. E outras frações e tendências pequenas que não podiam se organizar, porque a ditadura não permitiria. O doutor Ulysses dizia ´se a gente não der lugar pra essa gente fazer política aqui, eles vão para a cadeia`. Com o fim da ditadura, muita gente foi para o PT ou PCdoB. Do meu grupo político acho que só eu fiquei.

O MDB que sucedeu à ditadura descobriu que aquilo ali não era só um partido, mas uma máquina de ganhar dinheiro, uma máquina de nomear apadrinhados. E com essa política sórdida, acabou crescendo. Tem hoje 1,3 milhão de filiados, quase igual ao PT, que tem 1,5 milhão. Talvez seja impossível contar nos dedos de uma mão, ainda que seja a mão do Lula que só tem quatro dedos, gente hoje do MDB que se possa dizer: ´esse é um companheiro, um cara comprometido com o Brasil, com os pobres…`

Dos últimos era o Requião.

Me roubou a palavra. Roberto Requião era o exemplo que eu usava sempre do que restou do antigo MDB. Eu fui sobrevivendo ali meio por inércia. Não sabia nem onde ficava a sede paulista. Até o dia em que o postiço Michel Temer dá o golpe na Dilma e eu aproveito um ato de protesto no TUCA, em São Paulo, e pico em pedacinhos a minha ficha de filiação do PMDB com enorme orgulho. Não sou filiado a partido nenhum.

Temer deveria incinerar a carta que mandou pra Dilma

Mas o Temer parece ser a reprodução fiel, sintética, desse MDB de hoje, né?

Pois é, rapaz. Convivi com ele por 30 anos, desde que ele foi Procurador Geral do Estado de São Paulo, depois secretário da Justiça e eu da Cultura, primeiro do governo Quércia e segundo do governo Fleury, e depois ele secretário de Segurança Pública e eu de Educação. E o que se sabia do Michel Temer? Que (havia) umas histórias meio obscuras. Mas as pessoas dizem que político é ou ladrão ou é homossexual ou é corno. O que se sabia do Michel é que era um constitucionalista, um sujeito extremamente respeitoso, muito formal.

Tive relações cordiais com ele durante esse período. Lembro que, quando ele era secretário de Segurança, ainda na ditadura, várias vezes fui tirar estudante preso do (Departamento de Ordem Política e Social) Dops com o Michel. Caso do Aldo Rebelo, que depois virou ministro, dirigente do PCdoB. Lembro de ter ido ao gabinete do Michel para dizer: ´Olha, isso é bobagem, acabou a ditadura, o tigre já é vegetariano, não tem sentido levar um moleque para o Dops`.

O Michel, com um telefonema para o diretor do Dops, mandou soltar o Aldo. Agora a vaidade humana e a cobiça são virtudes que eu não quero para os meus amigos ou para mim. Ele não resistiu. Primeiro que ele veio com mimimi, veio com choradeira. Aquela carta dele pra Dilma, ele devia incinerar aquilo. Devia apagar aquilo da história do Brasil. Aquela carta parece de uma adolescente, uma virgem traída pelo namorado: ´Ai, você não me ama mais, estou em segundo plano, você não me dá importância…` Ora, isso não é coisa de um vice-presidente da República.

Mas ele já estava sinalizando que ia dar uma cama de gato na presidente. Três dias antes dele aderir (ao golpe) fui à casa dele. Eu não acreditava, um pouco talvez por ingenuidade, um pouco por esperança. Numa quinta-feira, véspera da Sexta-Feira da Paixão do ano do golpe, eu liguei para ele, chamando-o de senhor, de vice-presidente, e ele dizendo: ´Fernando, não me chame de senhor, me chame de você, somos amigos e tal`. Eu falei: ´Olha, estou muito preocupado com o que está acontecendo no Brasil`. Eu já não era mais nada. Não tinha cargo, eu era escritor. Falei: `Eu estou muito preocupado, Michel, e a gente se conhece há muito tempo, e eu me dou à ousadia de pedir uma conversa com você. Posso ir a Brasília ouvir a sua opinião por causa do posto que ocupa e por causa da sua história`. Ele falou: `Não, eu estou na minha casa em São Paulo. Pega um carro e vem para cá`.

Ele estava preparado para reprimir a reação contra o golpe

Passei a tarde conversando com ele e saí de lá convencido de que o golpe ia ser na semana seguinte. Não deu outra. Entrei na casa do vice e, na verdade, fui recebido pelo presidente. Na cabeça dele já era presidente. Uma passagem me deixou muito preocupado. Acho que só comentei isso com o (Guilherme) Boulos. Na véspera da minha conversa com o Michel, o Boulos tinha liderado uma passeata. Não me lembro qual era a reivindicação. A passeata saiu do Largo da Batata, atravessou a Faria Lima inteirinha e foi bater na porta do governo do estado. E eu comentei com o Temer: ‘Você viu o que aconteceu em São Paulo ontem? Esse rapazinho, o Boulos, sem televisão, sem instrumento, sem dinheiro, botou 20 mil pessoas na rua, atravessou a Faria Lima e foi lá chacoalhar as grades do Palácio dos Bandeirantes. Eu pergunto o seguinte: Você está preparado, já que aparentemente está se sentindo presidente da República, para que isso pipoque pelo Brasil inteiro com o MST, CUT, movimentos sociais?` Com um olhar divino, olhando alto, ele disse: ´A Constituição tem remédio para tudo. Você sabe que a Constituição criou a Força de Segurança Nacional, que é para esses casos`. Ou seja, ele estava se preparando para reprimir qualquer manifestação que viesse contra o golpe.

Eu saí de lá destruído. Ele colocou o motorista dele para me levar em casa. No meio do caminho, como eu não gravei, pedi ao motorista para parar numa padaria, falei que estava me sentindo mal, sentei no balcão, pedi um café e reconstituí a tarde de conversa que tive com ele e que vai aparecer no segundo volume do livro sobre o Lula. A destruição interna do PMDB acabou transformando (o partido) num grande balcão de negócios. Lula teve que engolir isso. Dilma disse o seguinte: ´Fernando Henrique Cardoso teve que fazer aliança com 12 partidos, o Lula teve que fazer aliança com 20 partidos e eu tive que fazer aliança com 30 partidos. Não tem lugar nenhum no mundo com 30 movimentos ideológicos diferentes que justifiquem a existência num só país de 30 partidos. Não se governa um país desse jeito`.  

O Congresso Nacional é uma bolsa de valores

O Congresso Nacional é uma bolsa de valores. O pastor que tem sete deputados, é titular de um canal de televisão. Aluga as bancadas, os apoios das bancadas por bilhões de reais. Não basta o Lula ganhar a eleição. É preciso ganhar e ter um Congresso Nacional que permita, no limite, que a gente convoque uma Constituinte. Para quê? Para tomar de volta o pré-sal, a Eletrobras, para tomar de volta o que tão vendendo a preço de banana. Você pega uma empresa como a Caixa, o Banco do Brasil e eles vendem a empresa de seguros, a empresa de turismo, a empresa disso e daquilo, que esses bancos são conglomerados. E depois vai ficar um esqueleto ali, que nem esse que os pobres andam (procurando) nos caminhões hoje para pegar resto de osso, e vão vender aquilo na bacia das almas.

Fico muito constrangido de ficar me referindo a mim próprio, mas recomendo aos leitores que deem uma ciscada na internet no Nocaute, o blog que eu fiz, que pago para manter aberto. Vão ver a entrevista que fiz com Julian Assange. O Assange conta com nome, sobrenome, apelido e endereço que o postiço, o Temer, mandou gente aos Estados Unidos para tratar com a ExxonMobil e com a Chevron a fragmentação do pré-sal. Chanceleres, José Serra, que é o autor do projeto de lei que racha o pré-sal, e depois o Aloysio Nunes – Jesus, o cadáver do velho Prestes deve estar chacoalhando na sepultura já que o Aloysio foi militante do partido, trabalhou com o Marighella.

É fundamental insistir: não basta eleger o Lula. É preciso eleger o Lula e ter bancadas que o ajudem a governar. Se ele não tiver a maioria, não consegue dar nome de rua, praça, escola. E não é maioria gentalha. Não é maioria que se compra ou aluga. Em geral, o deputado não se vende porque, se vender, acabou. Alugar é melhor. Então é preciso haver um movimento no país inteiro. Não precisa ser obrigatoriamente do PT. Está cheio de gente boa em outros partidos, como o  PSOL, o PCdoB…

As pessoas têm que abandonar a vaidade e botar o país na frente

Há pouco houve a eleição da Xiomara Castro em Honduras, a mulher do Manuel Zelaya, que foi o primeiro caso do chamado golpe brando na América Latina. Tu achas que isso sinaliza alguma coisa, porque temos eleições no Chile… [entrevista realizada antes da vitória de Gabriel Boric]

FM – Pode sim. Lula foi à Argentina conversar com a (Cristina) Kirchner e com o (Alberto) Fernández para ajudá-los ali. Eles respeitam muito o Lula, pela experiência, pela tragédia que ele viveu aqui. Não se pode esquecer que o Fernández era candidato a presidente numa eleição dificílima, com a direita comendo o calcanhar dele, e ele larga a campanha, vem a Curitiba, vai dentro do xadrez do Lula e sai com um boné Lula Livre na cabeça. Então, esse sujeito, apesar de ter aquela cara de gerente de banco, é um cara que tem caráter, tem posição. Você pode discordar aqui e ali. Eles foram obrigados (Cristina e Fernández) a fazer o roque no tabuleiro para que a candidata que tinha prestígio, que era ela, abrisse mão da candidatura para dar a vaga de presidente para o Alberto. Agora, nos estados, é preciso que as pessoas abandonem um pouco a vaidade, ponham os interesses do país na frente. É isso que a gente tem que fazer. Não temos carabina, não temos dinheiro, não tem mais União Soviética. Temos que lutar com o que a gente tem. É o Brasil de Fato, são as redes sociais. São a nossa arma. E enfrentar as fake news. Pra matar as fake news na raiz é com a verdade. Aliás, eles são um grupo tão escandalosamente gangster, que você não precisa inventar mentira. Eles te dão de presente. Essa história do Bolsonaro ter mandado deter a mulher que fez um protesto… Em qualquer lugar do mundo, dirigente que sai pela rua leva palavrão. Em todo mundo tem oposição. Ele mandou prender a pobre da mulher – que parece que fez insinuações ali meio cabeludas a respeito do professor de jiu-jitsu dele que ele ficou indignado. Um sujeito que não aguenta um desaforo de uma popular…

Fernando Morais é um personagem da história assim como todos das biografias que escreveste. Vai sair uma autobiografia do Fernando Morais?

Não! A minha história não tem a menor importância. Tem importância a história dos outros.

Fonte: BdF Rio Grande do Sul

Edição: Ayrton Centeno

Katia Marko e Ayrton Centeno / Brasil de Fato | Porto Alegre (RS)
 
Foto/Crédito: Mauro Calove (FOTOS PÚBLICAS)
 

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