segunda-feira, 27 junho, 2022
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Imposições de gênero e subalternização do papel da mulher na sociedade são as causas da sub-representação feminina nos espaços de poder, diz parlamentar durante a última Live Ampliada de Mulheres da Fenajufe

Na última Live Ampliadas de Mulheres da Fenajufe ocorrida na última quinta-feira (7), com o tema “Violência política como fator invisibilizador da mulher no parlamento”, a invisibilidade feminina nos espaços de poder foi debatida durante o Encontro que contou com a participação da Deputada Federal Erika Jucá Kokay que refletiu sobre as imposições da sociedade às mulheres. Segundo ela, há diversas ditaduras impostas, entre elas a da perfeição. “As mulheres não podem errar, pois, se erram estão no lugar errado.” comentou a parlamentar.

Erika também falou que as imposições de gênero e a subalternização do papel da mulher que às condicionam a diversas jornadas de trabalho e aos cuidados domésticos, invisibilizam a mulher nos espaços de decisão e poder. “É como se nós não existimos nos espaços de poder e que eles não foram construídos para serem ocupados por mulheres”, compreende ela.

Ela diz que essa invisibilidade é uma forma de violência política, segundo ela, são muitas formas de violência. “Todos os dias eles dizem que as mulheres não querem disputar; as mulheres não se interessam por política.”

Erika avalia também que o sentimento de culpa por não dar conta de todas as tarefas é um resultado do processo de dominação da mulher. Dessa forma, aos poucos, as mulheres vão reduzindo sua atuação na esfera pública, pois não conseguem dar conta de tudo. “optam por jornadas reduzida de trabalho para que possam dar conta de tantas jornadas que são impostas no trabalho não remunerado, que também é invisibilizado. O trabalho doméstico é um trabalho que não tem limites. Ele, eternamente, vai puxando outros trabalhos.”

Retrocesso nunca mais

A Live também teve a participação da coordenadora de Administração e Organização Sindical, Mônica Genú Soares que mencionou as violências políticas sofridas por mulheres como Sandra Batista, Ana Júlia Carepa, Manuela d’Ávila.
Ela fala que há um interesse de tirar a mulher do poder e que não se pode admitir retrocessos. “A gente sabe que ainda somos, digamos assim, “a face mais fraca da história”, mas é como a gente pensa, eles não vão nos interromper, eles não vão nos atrapalhar, eles não vão nos diminuir.”, disse a coordenadora.

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