“Estuda, porque essa é a melhor herança que eu posso te deixar” você já ouviu essa frase ou algo parecido da sua mãe, pois é, essas e outras lições podem ter sido ditas por muitas mães que nos ensinaram e deixaram valores inestimáveis.
Em celebração ao Dia das Mães, o Sindjuf-PA/AP reuniu relatos de filiadas e filiados que carregam, em suas trajetórias, ensinamentos deixados por suas mães. São histórias que revelam valores construídos no cotidiano — muitas vezes em meio a desafios — e que seguem inspirando a luta por um mundo mais justo, solidário e digno.
Perguntamos aos nossos filiados e filiadas sobre “O que sua mãe te ensinou sobre força, trabalho e dignidade que te inspira a lutar por um mundo mais justo?”
► A seguir, você confere os depoimentos enviados:
Alice Romana – servidora aposentada do TRT8 – Para sua mãe Maria Alice de Jesus Pereira (em memória)
“Minha mãe teve forças para ir atrás, já adulta, do sonho de estudar e a força 💪 pra trazer sacolas de revistas e livros descartados pelos patrões, para que seus filhos lessem, estudassem e também realizassem seus sonhos de um mundo melhor para todos.”
Antônio Jorge Correa – servidor aposentado do TRT8 – Para a sua mãe Helena Silva Corrêa, 94 anos.
“aproveito a oportunidade para homenagear a mulher que me trouxe ao mundo, me instruiu como como homem e me orientou como um membro para a sociedade.”
José Carlos Ferreira Araújo – servidor aposentado do TRE-PA – para sua mãe Maria de Lourdes (em memória)
“Aos 12 anos, vindo eu da escola achei no chão uma moeda de $ 0,50, ao mostrar à minha mãe ela mandou deixar a moeda exatamente no mesmo lugar que a encontrei e me disse: “o que não é seu não pegue”.
Valdemar Vitor Amazonas – servidor do TRT8 (Santarém) – Para sua mãe Maria Amazonas
“O que ela me ensinou? Tudo! Ser digno, ter caráter, ser honesto, ser trabalhador, ter uma visão progressista.
Como eu sempre digo! Eu não sou de esquerda! Eu nasci na esquerda. Foi isso que minha mãe me ensinou.”
Maria de Fátima Costa de Paula – servidora aposentada do TRT8– para sua mãe Maria do Socorro (em memória)
“Minha mãe me ensinou que não podemos desistir, devemos lutar pela nossa dignidade e devemos ser fortes e nunca sofrer antecipadamente e no trabalho fazer o seu melhor e responder aos superiores com educação e sermos gratos pela vida.”
Maria Cristina Gemaque – servidora do TRT8 – Para sua mãe Lourdes Gemaque (em memória)
“Minha mãe acreditava na importância da independência feminina, advinda do trabalho e da ética. Dizia que eu era uma pessoa justa, e tento seguir nesse caminho para não decepcioná-la, onde quer que ela esteja.”
Heliana de Fátima Therezo – servidora aposentada do TRE/PA – para sua mãe Maria
“Minha mãe me ensinou que a verdadeira força nasce da resiliência: “Levante sempre, filha porque cair faz parte, mas desistir nunca. Resiliência, para ela, era tecer rede de solidariedade. Cresci vendo-a dividir o pouco que tinha com quem precisava mais, provando que a dignidade vem do trabalho honesto e da empatia, não do poder ou do dinheiro. Essas lições me inspiram todos os dias a lutar por um mundo mais justo, ou seja, minha mãe me ensinou q ser ponte, não muro.”
Leandro Silva Goes – servidor – para sua mãe Dionizia Calixto da Silva
“Eu nasci PCD e com diversos problemas de saúde. Ela é uma guerreira, pois desde cedo teve que trabalhar para levar, sozinha, o meu sustento, pois meu pai me abandonou cedo e só o conheci aos 08 anos de vida, isso, por conta do falecimento da minha avó paterna. Minha mãe, sempre me incentivou a estudar e mesmo não possuindo muitos estudos, ensina o que sabia. O sustento vinha da venda de bijuterias, produtos de catálogos e perfumes (Avon, Pierre e outras marcas). Guerreira, construiu a nossa primeira casa e buscou sempre me manter na escola, apesar das dificuldades e morando em locais de baixadas, mas ela mantinha em mim a esperança de ser alguém na vida, pois nunca desistiu de mim e sempre apoiou meus sonhos, inclusive quando eu dizia na família que um dia iria ser advogado. A família ria muito e não acreditava, mas ela nunca desacreditou. Minha história é muito longa e não cabe nestas linhas, mas resumindo. Hoje estou formado em direito, passei na OAB antes de concluir o curso, possuo 5 especializações e vou fazer 20 anos de Justiça do Trabalho.”
Marly Fonseca Chaves – servidora da JF/PA (Marabá) – Para sua mãe Maria Milhomem Fonseca Chaves
“Minha mãe, Maria Milhomem Fonseca Chaves, 78 anos, maranhense, mal sabe ler e escrever, é a coluna dorsal da nossa família. Juntamente com meu pai, tiveram 6 filhos e hoje já tem 13 netos e 2 bisnetos. Mulher iluminada, guerreira, defensora do bem e de uma fé inabalável. Mesmo com problemas de saúde, mas nunca murmura e nem desanima. Pense numa pessoa humana e que gosta de gente é ela…sai abraçando todos que dão a ela atenção. A nós, família, zelamos e cuidamos dela com tudo o que é necessário, tanto materialmente como emocionante. E ela ama viajar. Um ser humano espetacular. Essa é a minha mãe.”
Givanildo Quaresma – servidor do TRE/AP – Para sua mãe Elza Ribeiro Quaresma
“Minha mãe não precisou dizer uma palavra para incutir em mim a importância do trabalho, da força para vencer as dificuldades e do que significa ser uma pessoa digna. Bastou eu observá-la.”
Neivaldo Alves – servidor TRT8 (Santarém) – Para sua mãe Narcisa da Conceição Ferreira Alves
“Mãe não tem limite. É tempo sem hora, luz que não se apaga quando sopra o vento e a chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Do poema “Para Sempre”, de Carlos Drummond de Andrade”
Patrícia Oliveira – servidora do TRT8 – Para sua mãe-avó, Dra. Adélia Oliveira
“Minha avó – que é também uma das minhas mães – sempre foi minha maior inspiração, especialmente pela força e coragem na luta sindical. Com ela aprendi que o trabalho digno se conquista com união, resistência e consciência coletiva. Esse exemplo é o que me impulsiona todos os dias a seguir acreditando e lutando por um mundo mais justo!”
Conceição Mota (Ciça) – servidora aposentada do TRE-PA – Para sua mãe, Dona Raimunda.
“Dona Raimunda, minha mãe de 86 anos, é uma mulher além do tempo dela. Somos 5 irmãs e ela sempre nos dizia: “Minhas filhas, a maior riqueza que posso deixar pra vocês é a educação, por isso estudem para ter um bom emprego e não depender de ninguém, nem de marido”.
Na sua simplicidade, minha sábia mãe me ensinou que o conhecimento e o trabalho digno nos fortalecem e nos emancipam e que dignidade é ter amor próprio. Esses princípios me inspiram, até hoje, a lutar por um mundo melhor, mais igual e justo.
Por isso eu digo,
RAIMUNDA,
Mulher trabalhadora,
Mulher lutadora,
Mãe inspiradora,
Amor Infinito.”
Maria Elizabeth Soares dos Santos (Beth Bronze) – servidora aposentada do TRT8 – Para sua mãe Raimunda
“É sobre “ELA”, minha mãe, que domingo, Dia das Mães, estará completando 96 anos. Se eu tivesse herdado 50% da sua coragem e determinação, seria uma gigante.”
Mônica Genú Soares – servidora da JF/PA – Para sua mãe Idinah Genú Soares
“Dedico minhas conquistas à minha mãe Idinah Genú Soares, pois ela sempre acreditou em mim, confiou nas minhas escolhas e sei que hoje, junto de Deus, está muito feliz com minhas realizações e sonhos.”
Solange Lobato – Para sua mãe Maria de Moura – servidora da JF/PA
“Mãe, faltam palavras pra expressar as suas qualidades. Gratidão é o maior de todos os sentimentos que podemos ter por Deus ter nos dado como mãe. Exemplo de força, dignidade e humildade. Deus continue te abençoando sempre. Te amamos.”
De Heverton Moraes para sua mãe Sara Amaral – servidora aposentada do TRT8
“Minha mãe me ensinou que força não é ausência de dor, mas a capacidade de continuar mesmo quando tudo dentro de você pede para parar. Foi através dela que aprendi o valor do trabalho honesto, da dignidade em fazer o que é certo mesmo quando ninguém está olhando, e da responsabilidade de não desistir das pessoas que amamos.
Hoje, mesmo distante, é nela que penso todos os dias. É essa lembrança — junto com o carinho simples e verdadeiro do meu cachorro — que ainda me conecta com algo maior do que o cansaço que às vezes sinto da vida. Eles me lembram que existir também é cuidar, é resistir, é manter algum tipo de luz acesa, mesmo que pequena.
Lutar por um mundo mais justo, para mim, não vem de um ideal abstrato, mas dessa base: amor, lealdade e presença. Foi isso que ela me ensinou. E, mesmo nos dias difíceis, é isso que ainda me faz continuar.”
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