quarta-feira, 20 outubro, 2021
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QUEM VOTA NÃO VOLTA: 50% dos deputados gaúchos que votaram a favor da reforma trabalhista não foram reeleitos em 2018

Na campanha contra a PEC 32/2020, de reforma administrativa, o Sintrajufe/RS e as entidades do Fórum dos Servidores Públicos do RS têm assinalado que “Quem vota não volta”. O recado tem respaldo na história recente: nas eleições de 2018, 50% dos deputados federais do estado que votaram a favor da reforma trabalhista não conseguiram se reeleger.

Dois protagonistas da aprovação da reforma trabalhista também não foram reeleitos. Um deles foi o gaúcho Ronaldo Nogueira (PTB), que, empossado ministro de Trabalho em maio de 2016, esteve à frente na formulação e na apresentação do projeto. Ele perdeu 19% dos votos em relação à eleição de 2014. O relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), também não conseguiu votos suficientes para voltar à Câmara.

Todos os 14 parlamentares (13 deputados e uma deputada) gaúchos que votaram a favor da reforma trabalhista do governo Temer candidataram-se à reeleição, mas sete, 50%, não se reelegeram. Somados, esses deputados e deputada chegaram a 215.414 votos. Isso significa uma perda de 45% dos votos na comparação com 2014, de acordo com estudo feito à época pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos dados oficiais do TRE-RS.

Dos outros sete deputados, seis foram reconduzidos à Câmara e um se elegeu para o Senado. Ainda assim, entre os reeleitos que votaram a favor da reforma, houve queda no número de votos. Somados, perderam 100 mil votos, cerca de 13%, segundo o Dieese.

Em todo o país, menos de metade de quem votou na reforma se reelegeu

A rejeição a quem votou a favor da reforma trabalhista e outras pautas contra os trabalhadores e trabalhadoras, como terceirização irrestrita e teto de gastos, foi registrada em todo o país. Dos 251 deputados federais que foram reeleitos em 2018, menos da metade foi totalmente favorável às reformas aprovadas pelo governo de Michel Temer (MDB). Os dados são da plataforma Broadcast Político e Inteligov, que acompanha as tramitações no Legislativo.

De acordo com a plataforma, o cenário se repete quando se observa como foi o desempenho das 17 bancadas partidárias que orientaram seus e suas parlamentares a votar a favor da reforma trabalhista e do teto de gastos. Antes da eleição, esses partidos somavam 374 parlamentares, número que baixou para 343.

Dois grandes colégios eleitorais mostram a rejeição. Em São Paulo, dos 46 deputados que votaram a favor da reforma trabalhista, 42 voltaram a se candidatar, mas 43% não conseguiram se reeleger. No Rio de Janeiro, dos 16 que buscaram reeleição, 81% não voltaram.

Envie mensagens a deputados e deputadas do RS e pressione contra a PEC 32!

Se você não enviou, envie. Se já fez, envie novamente. A luta contra a PEC 32/2020 precisa ser intensificada, pois a proposta pode ser votada no plenário da Câmara em outubro. Para aprovação, o governo precisa de 308 votos (três quintos) e vai fazer de tudo para conseguir.

O futuro dos serviços públicos e os direitos da população e dos servidores e servidoras está ameaçado pela reforma administrativa (PEC 32/2020) de Guedes e Bolsonaro. Por isso, vamos aumentar a mobilização. A pressão sobre deputados e deputadas tem que ser total. Mande mensagens por WhatsApp e e-mail, comente nas redes sociais deles. Com nossa mobilização, podemos derrotar essa proposta.

Já enviaram ao Sintrajufe/RS mensagens no mesmo sentido as deputadas Fernanda Melchionna (Psol) e Maria do Rosário (PT) e os deputados Bohn Gass (PT), Henrique Fontana (PT), Heitor Schuch (PSB), Marcon (PT), Paulo Pimenta (PT) e Pompeo de Mattos (PDT). O PSB também já manifestou posição contra a proposta, assim como o deputado Afonso Motta (PDT).

No PDT, os deputados Afonso Motta e Pompeo de Mattos já se posicionaram contra, agora falta cobrar dos demais o voto contrário à PEC 32, da reforma administrativa.

Foto/Crédito: SINTRAJUFE/RS

Fonte: https://sintrajufe.org.br/ultimas-noticias-detalhe/50-dos-deputados-gauchos-que-votaram-a-favor-da-reforma-trabalhista-nao-foram-reeleitos-em-2018/

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