Relatos de servidores do TRT-18 (Goiás) sobre excesso de trabalho e adoecimento têm pontos em comum com a realidade denunciada pelo Sindjuf-PA/AP
Relatos recentes de Oficiais de Justiça do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18), em Goiás, sobre sobrecarga de trabalho e impactos na saúde física e mental chamam atenção para um problema que também vem sendo acompanhado pelo Sindjuf-PA/AP no âmbito do TRT da 8ª Região.
Em matéria publicada em julho, o Sindicato alertou para o aumento da demanda, a redução do quadro de Oficiais de Justiça, os afastamentos por doença e as aposentadorias próximas no TRT8.
Agora, a Assojaf-GO divulgou relatos de Oficiais de Justiça do TRT-18 que descrevem situações de esgotamento, adoecimento físico e mental e dificuldades relacionadas às avaliações periciais do Tribunal.
Entre os relatos estão casos de Burnout, depressão, ansiedade, doenças crônicas e crises emocionais associadas ao excesso de trabalho. Os servidores também apontam como fatores de sobrecarga as extensas áreas de atuação, os grandes deslocamentos e a concentração de mandados em unidades com número insuficiente de Oficiais.
A associação goiana também cobra a recomposição do quadro e afirma ter solicitado ao TRT-18 a destinação de quatro dos 12 cargos de Analista Judiciário recém-autorizados pelo CSJT para a especialidade de Oficial de Justiça. O pedido foi indeferido.
A realidade descrita em Goiás guarda pontos semelhantes com o cenário identificado pelo Sindjuf-PA/AP no TRT8: mais demanda, menos servidores e maior pressão sobre quem permanece na atividade.
No caso do TRT8, o Sindjuf-PA/AP também já alertou que o aumento do volume de mandados, aposentadorias iminentes e afastamentos por problemas de saúde pode elevar ainda mais a sobrecarga e comprometer tanto a saúde dos servidores quanto a prestação jurisdicional.
Leia a matéria completa da Assojaf-GO publicada pela Fenassojaf.
*Imagem criada com auxílio da IA.





