A indignação era visível entre os servidores da Justiça Eleitoral do Pará, reunidos nesta quarta-feira (22) em assembleia Geral Extraordinária do Sindjuf-PA/AP, ao receberem logo pela manhã a notícia do veto ao Projeto de Lei 28/2015, publicado no Diário Oficial da União.

De acordo com a publicação, a justificativa para o veto seria “por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público”. Outra informação utilizada pela presidência é que a recomposição custaria vinte e cinco bilhões de reais aos cofres públicos, informação que já vinha sendo contestada pela categoria, que ao longo da mobilização pela aprovação do Projeto, apresentou dados concretos e significativos que derrubam a tese do governo.

Os servidores da Justiça Eleitoral do Pará, por meio do Sindjuf-PA/AP, devem acionar a assessoria jurídica nacional da categoria, para contestar junto ao Supremo Tribunal Federal a justificativa do Governo ao veto.

Com a rejeição integral ao Projeto, os servidores apostam na derrubada do veto. “Deveremos trabalhar em consonância com a Federação e trabalhar as estratégias em decorrência dessa derrota”, entendeu a categoria, que rejeitou a proposta de manter negociação com o Governo. “Vamos sair de cabeça erguida, preferimos sair sem nada e recomeçar a luta do zero, do que aceitar propostas prejudiciais apresentadas pelo governo”, decidiu a categoria.

Durante a assembleia os servidores avaliaram a greve, deflagrada na semana passada no Estado, e entenderam que o movimento foi crescente, e culminou com o fortalecimento de várias mobilizações em todo Brasil. Apesar disso, a categoria decidiu suspender a greve, retomando suas atividades no dia 5 de agosto, com a realização de um Assembleia Geral Extraordinária.

Fonte: Imprensa Sindjuf-PA/AP