O Dia do Trabalhador, celebrado na última sexta-feira, 1º de maio, foi marcado por mobilizações em Belém que reuniram centrais sindicais, movimentos sociais e trabalhadores em defesa de direitos históricos e de novas pautas urgentes. O principal ato ocorreu na Praça da República, integrando o calendário nacional de mobilizações. Entre as reivindicações centrais estiveram o fim da escala 6×1, a luta contra o feminicídio e o combate à pejotização das relações de trabalho. Além da concentração no centro da cidade, outra mobilização também foi registrada na região da Doca, ampliando a visibilidade das pautas trabalhistas na capital paraense.
Nesse contexto de mobilização geral, dirigentes do Sindjuf-PA/AP tiveram participação ativa e diversificada ao longo do dia, levando as reivindicações da classe trabalhadora a diferentes espaços. A coordenadora Conceição Mota, Ciça, marcou presença na 2ª Corrida Nacional do Sesi 2026, onde transformou o evento esportivo em um espaço de protesto. Com um adereço estampando a frase “Contra a escala 6×1”, ela chamou atenção para a campanha que defende a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial e com garantia de dois dias consecutivos de descanso.
Segundo Ciça, a decisão de protestar em um ambiente predominantemente institucional exigiu coragem. “confesso que fiquei um pouco receosa, mas já tinha decidido fazer o protesto, mesmo sabendo que se tratava de um evento patronal. Até onde consegui visualizar, a única participante que estava com algum tipo de protesto era eu, pelo menos no pelotão da caminhada, no qual eu estava. No trajeto até a concentração, fui observando e não vi mais ninguém. Porém, algumas pessoas me pararam para parabenizar pela iniciativa.”
A dirigente também avaliou que a baixa adesão a manifestações reflete um desafio maior. “o nosso maior desafio é a falta de consciência de classe. As trabalhadoras e trabalhadores não conseguem se identificar como classe trabalhadora. A luta ainda é muito grande. Precisamos de estratégias para ganhar as mentes e os corações das trabalhadoras e dos trabalhadores do serviço público e da iniciativa privada.”, relatou.
Já a conselheira fiscal do sindicato, Mônica Genú Soares, participou do ato público realizado na Praça da República, que reuniu trabalhadores e representantes de movimentos sociais. Para ela, a presença nas mobilizações é um compromisso permanente. “É minha tarefa estar ao lado do movimento sindical e democrático. Enquanto houver vida, minha luta me acompanha. Hasta la victoria, siempre. É inspirador e gratificante estar ao lado de tanta gente que luta por direitos e dias melhores. Adoro ouvir o que dizem nossos companheiros e companheiras nessas datas que marcam nossas vitórias.”, declarou.
O coordenador do sindicato, Waldson Silva, destacou a atuação das dirigentes e enfatizou a importância de iniciativas que levem a pauta trabalhista a diferentes espaços. Ele elogiou a intervenção da coordenadora Ciça durante a corrida. “Quero manifestar o meu apoio e os meus parabéns à colega/companheira/camarada Conceição Mota, Ciça, para nós, pela forma de participação “sui generis” na Corrida do Sesi de hoje: o cocar improvisado com a frase “Contra a Escala 6 x 1”, uma forma de protestar, justo num evento patrocinado pelo proprietário, dono do poder econômico. Pena que mais trabalhadores e trabalhadoras não tiveram a ideia ou, acho mais, a coragem de fazer o mesmo. Parabéns, Ciça! Você levou a mensagem do anseio dos trabalhadores: o direito de ter algo mais com a família. Você nos representa, sim!”, afirmou.
As mobilizações do 1º de Maio reforçam a importância da classe trabalhadora continuar a luta por direitos, jornada digna e qualidade de vida.












