terça-feira, 25 janeiro, 2022
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Trabalhadores fazem manifesto contra PEC-32; Lira reclama de privilégios

Trabalhadores de vários estados fizeram manifestação para ‘receber’ parlamentares no aeroporto de Brasília

Servidores públicos de vários estados do País realizaram hoje (19) uma manifestação no aeroporto de Brasília contra a Proposta de Emenda Constitucional 32 (PEC 32), também chamada de ‘Reforma Administrativa’. O protesto abriu uma série de atos que serão realizados hoje e amanhã na capital federal.

Com faixas e cartazes, os manifestantes abordavam deputados e senadores no aeroporto alertando para a campanha “quem votar, não volta”, deflagrada pelos sindicatos.

O presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep-MT) em Rondonópolis, João Eudes, está participando dos atos. Ele é um dos representantes de Mato Grosso e disse que há a possibilidade de que a proposta seja votada nesta semana na Câmara dos Deputados.

“Temos aqui trabalhadores de todo o país, cada entidade mandou pelo menos um representante. Vamos acompanhar as discussões na Câmara dos Deputados e a nossa ideia é barrar a votação da Reforma Administrativa”, disse à reportagem do Agora MT.

Os protestos devem seguir na tarde de hoje com uma concentração, à partir das 14 horas, no Anexo II da Câmara dos Deputados. Amanhã também haverá manifestações.

 

O presidente da subsede do Sintep, João Eudes, é um dos representantes de Mato Grosso no manifesto – Foto: Reprodução

Além dos representantes de sindicatos municipais, estaduais e federais das categorias que formam o funcionalismo público, o manifesto também reúne estudantes, profissionais liberais  e integrantes de federações, confederações e centras sindicais.

PROPOSTA

A PEC-32 foi apresentada pelo Governo Federal e ganhou um substitutivo elaborado pela Comissão Especial, que aprovou o texto no mês passado. Apesar das mudanças, o próprio presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), admite que não tem ainda os 308 votos necessários para aprova-la.

Os trabalhadores alegam que a medida precariza o serviço público, abre caminho para a redução de salários e também para o desmonte de conquistas históricas como a estabilidade, a progressão por tempo de serviço, a autonomia e a isonomia.

Outra crítica dos trabalhadores refere-se a manutenção de privilégios concedidos a militares, juízes, promotores, políticos e algumas categorias do alto escalão. O presidente da Câmara também admite que a manutenção desses privilégios impede o avanço da PEC.

Conforme ele, a proposta pode avançar se houver a exclusão dos privilégios concedidos aos juízes e promotores, mas isso deve ser sugerido pelo Poder Executivo.

“Do ponto de vista da Mesa da Câmara, é vício de iniciativa se os deputados propuserem a reforma alcançar o Judiciário e o Ministério Público. Mas no mérito, quem é contra acabar com dois meses de férias para Ministério Público e para o Judiciário?”, disse Arthur Lira em entrevista à revista Veja.

Foto/Crédito: Lula Marques (FOTOS PÚBLICAS)

Fonte: https://www.sindijufe.org.br/noticias/trabalhadores-fazem-manifesto-contra-pec-32-lira-reclama-de-privilegios-19-10-2021-23-46

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