O Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8) informou que projeta alcançar, em 2026, 92,77% no eixo de produtividade do Prêmio CNJ de Qualidade, o maior percentual da série histórica do Tribunal. O resultado, ainda preliminar, reforça o elevado desempenho alcançado pelo Regional, mas também evidencia uma contradição: o esforço das servidoras e dos servidores que garantiram o desempenho de 2024 ainda não foi devidamente reconhecido.
Segundo o TRT-8, entre os índices de destaque de 2026 estão o IPC-Jus, mantido em 100%, e o Índice de Atendimento à Demanda (IAD), que apresentou crescimento em relação ao ano passado. Os indicadores consideram aspectos como a produtividade dos tribunais, a capacidade de baixar processos e o desempenho das unidades judiciárias.
Para o Sindjuf-PA/AP, os números projetados não podem ser analisados sem considerar quem está por trás dos resultados. São as servidoras e os servidores que, diariamente, sustentam a produtividade e a eficiência da Justiça do Trabalho na 8ª Região.
No entanto, enquanto o TRT-8 projeta um novo recorde de produtividade, o incentivo referente ao Prêmio CNJ de Qualidade de 2024, conquistado a partir do trabalho e do esforço de servidores e servidoras naquele período, ainda não foi pago.
Em maio de 2026, o Pleno do TRT-8 decidiu pela legalidade da conversão em pecúnia das folgas concedidas em razão do Prêmio CNJ de Qualidade de 2024. Mesmo assim, o pagamento continua pendente.
Parte das pessoas que contribuíram diretamente para o resultado de 2024 já se aposentou, sem que tenha recebido o reconhecimento financeiro pelo desempenho alcançado. Para o Sindjuf-PA/AP, é fundamental que o Tribunal avance na efetivação desse pagamento e assegure o reconhecimento devido a quem contribuiu para os resultados que levaram o TRT-8 à premiação.
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Foto/crédito: ASCOM8





