A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS tem deixado muita dor e sofrimento, mas também tem deixado bastante evidente que as políticas neoliberais e o estado mínimo não funcionam.

Na verdade, mostra que esse sistema excludente e desigual não é capaz de proteger a humanidade,  uma vez que os efeitos de uma crise sanitária dessa magnitude estão sendo mais cruéis para os mais  pobres e vulneráveis.

No Brasil, a população fragilizada está em uma situação mais grave ainda em virtude da falta de investimentos em áreas essenciais como saúde, saneamento e educação. Além disso, o país ainda tem um presidente que nega a pandemia, que chama de gripezinha uma doença gravíssima que  já tirou mais de 200 mil vidas no mundo todo. Não satisfeito o presidente negacionista ainda aproveita  a emergência sanitária para tirar direitos dos trabalhadores, como é o caso da Medida Provisória (MP)  936 que autoriza redução de jornada e de salário e suspensão dos contratos de trabalho.

Nunca se fez tão EVIDENTE que são os trabalhadores que constroem uma economia  sólida e não ao contrário. Hoje, patrões fazem carreatas exigindo a volta de seus empregados ao trabalho, porque o lucro deles está sumindo. E os SERVIDORES PÚBLICOS, tão vilipendiados e agredidos por poderosos de plantão, estão na LINHA DE FRENTE da batalha para salvar vidas e manter direitos, muitos presencialmente nos serviços essenciais na área da saúde, da segurança, da limpeza pública, da justiça; outros trabalhando remotamente, para que a população não fique abandonada e sem ter a quem recorrer nessa tragédia de contorno mundial.

Os trabalhadores e trabalhadoras dos serviços essenciais e a população precisam de EPIs, remédios, hospitais, respiradores e, principalmente, da CONSCIÊNCIA de que a LUTA UNIDA é nossa maior proteção contra os desmandos daqueles que, encastelados em seus gabinetes e carros importados, abrem a boca pra dizer que a economia é mais importante que as vidas das pessoas.

O SINDJUF-PA/AP, na qualidade de representante dos trabalhadores do Poder Judiciário Federal nos Estados do Pará e Amapá, tem se colocado nas trincheiras da LUTA por direitos da categoria há mais de 20 anos, defendendo bandeiras como reajuste salarial, condições de trabalho, Quintos, GAJ, GAE, ATS, remoção, equiparação, isonomia, defesa dos filiados nos processos administrativos, etc. Com a pandemia, o SINDJUF-PA/AP está firmemente se posicionando perante os tribunais para que os trabalhadores e trabalhadoras do PJU possam continuar firmes e saudáveis na frente de batalha e colaborar decisivamente para a concretização e manutenção dos direitos da população, postulando a disponibilização dos EPIS necessários e das demais garantias de vida e saúde para a continuidade do serviço, seja de forma presencial (como no caso dos heroicos Oficiais de Justiça e Agentes de Segurança), seja na forma remota.

Nesse cenário de tantas lutas e mudanças, o 1º de Maio que sempre foi MAIS UM DIA DE LUTA e comemorações, nas ruas, este ano de 2020 será vivido de forma totalmente diferente.

Conforme, convocatória da CUT para o 1° de maio de 2020, “pela primeira vez na história do movimento sindical mundial não haverá mobilizações nas ruas e praças ao redor do planeta, em função do confinamento que atinge mais de 4,5 bilhões de pessoas por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19)”.

O dia internacional de luta dos trabalhadores e trabalhadoras será para Brasil e o mundo muito mais que um dia de LUTA por direitos, SERÁ um dia de LUTA pela VIDA, pela própria sobrevivência.

O 1º de Maio de 2020 é o dia da CONSCIENTIZAÇÃO MUNDIAL de que os TRABALHADORES E TRABALHADORAS são o pilar da economia e que os SERVIDORES (AS) PÚBLICOS são essenciais para a paz e proteção da sociedade.TODAS E TODOS AO 1º DE MAIO!

EM DEFESA DA SAÚDE, EMPREGOS E RENDA!

NÃO AO CORTE/CONGELAMENTO DE SALÁRIOS!

PELA VIDA! #FORABOLSONARO, GOVERNO DA MORTE!