segunda-feira, 23 março, 2026
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Evento do Sindjuf-PA/AP discute violência contra a mulher e espaços de poder

Na última sexta-feira, 20, o Sindjuf-PA/AP reuniu seus filiados para um bate-papo sobre mulheres, espaço de poder e combate à violência contra a mulher. O evento ocorreu em alusão ao Dia Internacional da Mulher e foi realizado em formato híbrido, com participação presencial na sede do sindicato e também por meio virtual.

A programação teve início com uma breve explanação da sindicalizada e conselheira fiscal Mônica Genú Soares, que apresentou uma análise do livro “A Criação da Consciência Feminina”, da historiadora Gerda Lerner. Durante sua fala, Mônica destacou aspectos históricos da construção da consciência feminina, abordando períodos em que o acesso à educação era negado às mulheres e ressaltando como, apesar de sua força e protagonismo, suas trajetórias e conquistas foram, ao longo do tempo, invisibilizadas.

Educação como ferramenta de transformação

Após a apresentação, o espaço foi aberto para a participação dos presentes, dando início a um debate marcado por reflexões sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher e os desafios para coibir esse cenário. Entre os pontos levantados, destacou-se a importância da educação desde a infância como ferramenta fundamental para promover o respeito e desconstruir práticas machistas enraizadas na sociedade.

Religião e papéis de gênero em debate

Os participantes também discutiram a necessidade de enfrentar o machismo internalizado, inclusive entre as próprias mulheres, especialmente em contextos em que muitas assumem sozinhas a criação dos filhos. Outro tema abordado foi o impacto de discursos religiosos extremistas que reforçam a subordinação feminina, apontando a importância de compreender esses discursos para promover sua desconstrução.

Feminicídio e os desafios da atualidade

Um dos momentos mais marcantes do encontro foi a reflexão sobre a persistência da violência mesmo diante de avanços na educação e na inserção das mulheres no mercado de trabalho. Foi destacado que, se antes a orientação era para que mulheres estudassem como forma de proteção, hoje há casos de mulheres instruídas e bem-sucedidas — inclusive profissionais da segurança pública — que ainda são vítimas de feminicídio.

O evento foi permeado por momentos de forte emoção, com relatos pessoais de participantes sobre experiências de violência doméstica e a reafirmação do sentimento coletivo expresso na frase: “estão nos matando”. O encontro proporcionou um espaço de escuta, acolhimento e troca de experiências.

Coletivo Feminino do Sindjuf-PA/AP

Ao final, foi reforçado o compromisso do Sindjuf-PA/AP com a criação e fortalecimento do coletivo de mulheres da entidade, como parte das ações contínuas de promoção da equidade de gênero e enfrentamento à violência.

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