domingo, 9 agosto, 2026
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Mais um caso de violência contra Oficial de Justiça reforça urgência por políticas permanentes de proteção

Servidor foi perseguido e agredido durante o cumprimento de um mandado em União da Vitória (PR). Episódio evidencia os riscos enfrentados diariamente pela categoria.

Mais um episódio de violência contra um Oficial de Justiça chama atenção para os riscos enfrentados diariamente por servidores responsáveis por dar efetividade às decisões judiciais. Lotado na comarca de Porto União (SC), o servidor foi agredido durante o cumprimento de um mandado em União da Vitória (PR), em uma diligência realizada por meio de acordo de cooperação entre comarcas contíguas.

A ocorrência começou na residência do destinatário do mandado. Segundo o Oficial de Justiça, o homem lançou pedras em sua direção e, em seguida, correu na tentativa de alcançá-lo. Para preservar sua integridade física, o servidor deixou o local de carro, mas continuou sendo perseguido pelo agressor.

Minutos depois, enquanto aguardava a chegada da Polícia Militar em uma via pública e conversava com uma testemunha da perseguição, o homem retornou de carro. Ao descer do veículo, tentou novamente agredir o Oficial de Justiça e chegou a rasgar a roupa do servidor.

O servidor afirma que sua atuação profissional é pautada pelo diálogo e pela busca de soluções pacíficas durante o cumprimento das ordens judiciais. Na ocasião, porém, a tentativa de estabelecer uma conversa não foi suficiente para evitar a violência.

Violência evidencia vulnerabilidade da categoria

O caso se soma a outros episódios de ameaças e agressões enfrentados por Oficiais de Justiça no exercício de suas funções e evidencia uma realidade que não pode ser tratada como eventual ou isolada.

Esses servidores estão na linha de frente do cumprimento das decisões judiciais. Muitas vezes, realizam diligências sozinhos, em locais desconhecidos, sem informações suficientes sobre o ambiente ou sobre as pessoas que irão encontrar. Em determinadas situações, também precisam lidar diretamente com indivíduos emocionalmente abalados, contrariados ou resistentes ao cumprimento de determinações judiciais.

Fonte: Fenassojaf

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