O Brasil registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, iniciada em 2016. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (19), o país tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabiam ler e escrever, o equivalente a 4,9% da população nessa faixa etária.
Em comparação com 2016, quando a taxa era de 6,7%, houve uma redução de 1,8 ponto percentual. A Região Nordeste concentra 57,4% do total de analfabetos do país, com cerca de 4,8 milhões de pessoas.
O analfabetismo segue mais presente entre a população idosa. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, a taxa chegou a 14,9%, representando 4,8 milhões de brasileiros e brasileiras. Nesse grupo, a taxa entre pretos e pardos (20,6%) é quase três vezes superior à observada entre brancos (7,3%).
Os dados também mostram avanços nas gerações mais jovens. Entre as pessoas de 15 a 59 anos, a taxa de analfabetismo foi de apenas 2,6%, indicando maior acesso à escolarização ao longo das últimas décadas.
Outro destaque é a conclusão da educação básica obrigatória. Entre as pessoas com 25 anos ou mais, 59,4% das mulheres e 55,2% dos homens haviam concluído essa etapa de ensino. Apesar dos avanços, persistem desigualdades raciais: 64,9% das pessoas brancas concluíram a educação básica, contra 51,3% das pessoas pretas ou pardas.
Creches e acesso à educação infantil
Entre as crianças que não frequentavam creche em 2025, a principal justificativa apresentada pelos responsáveis foi a opção familiar. Esse motivo foi apontado por 64,1% dos responsáveis por crianças de até 1 ano e por 57,1% daqueles com filhos de 2 a 3 anos. A falta de vagas ou de unidades próximas apareceu como o segundo motivo mais citado.
Abandono escolar preocupa
O levantamento mostra ainda que 7,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não haviam concluído o ensino médio em 2025. A maioria era formada por homens (59,8%) e por pessoas pretas ou pardas (72,8%).
A necessidade de trabalhar foi apontada como a principal razão para o abandono escolar ou para nunca ter frequentado a escola, mencionada por 43% dos entrevistados. Em seguida aparece a falta de interesse nos estudos, citada por 25,6% dos jovens.
O estudo também aponta que 17,5% dos brasileiros de 15 a 29 anos não trabalhavam, não estudavam e não participavam de cursos de qualificação profissional em 2025. Apesar disso, o índice apresentou melhora em relação a 2019, quando alcançava 22,4% dessa população.
*Com informações da Agência Brasil
Foto/crédito: Geovana Albuquerque/Agência Brasília/Reprodução Agência Brasil





