Centrais sindicais lançaram nesta sexta-feira (8) a cartilha “Por que Queremos o Fim da Escala 6×1 e a Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salários”, como parte da mobilização nacional pela aprovação das propostas em debate no Congresso Nacional. A votação em plenário da Câmara dos Deputados está prevista para o próximo dia 27.
Produzida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cartilha reúne reflexões sobre jornada e escala de trabalho, os impactos do excesso de horas na saúde e na qualidade de vida dos trabalhadores, além da defesa da redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial.
O material também reforça a defesa do fim da escala 6×1 e da regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da negociação coletiva no serviço público.
A proposta das centrais é organizar um calendário de visitas aos parlamentares nos estados, com participação de dirigentes sindicais, movimentos sociais e lideranças populares.
Cartilha Jornada de Trabalho – Novo-
Mobilização e negociação
Além da articulação institucional, o movimento sindical prepara uma agenda nacional de mobilizações, com audiências públicas em estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, além de atos e manifestações nos dias de votação no Congresso Nacional.
Outro ponto em debate é a regulamentação da Convenção 151 da OIT. As centrais defendem que o tema avance simultaneamente à redução da jornada e ao fim da escala 6×1.
Pressão
Entre as ferramentas utilizadas para pressionar deputados e deputadas a votarem favoravelmente ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada está o site “Na Pressão”, uma ferramenta da CUT de participação social e política que ajuda na luta por direitos sociais e trabalhistas.
A plataforma será usada para acompanhar os parlamentares, monitorar posicionamentos e fortalecer a mobilização nos estados, ampliando a participação popular na campanha.
A previsão é que a votação na comissão ocorra no dia 26 e no plenário da Câmara no dia 27. As entidades defendem ampla mobilização nas ruas e nas redes sociais como forma de pressão sobre o Congresso Nacional.
Foto/Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
Fonte: com informações da CUT





